quarta-feira, 31 de março de 2010
Projeto Aprendendo e se Divertindo com a Páscoa
domingo, 28 de março de 2010
Minhas Turmas de 2010
Iniciamos trabalhando com o Projeto "Eu na Minha Escola" com o objetivo de receber e estabelecer trocas de convivência uns com os outros, professora e espaços da escola, de maneira natural e prazerosa aos alunos, proporcionando atividades diversificadas e explorando a capacidade e interesse das turmas.
sábado, 27 de março de 2010
EU como aluna do PEAD
O curso de EAD da UFRGS me possibilitou a realização de um sonho de muitos anos de uma maneira diferente do que sempre imaginei. Aprendi a mexer com uma ferramenta que ainda se apresenta como um desafio para mim, pois apesar de estar aprendendo de uma forma nova ainda não me sinto capacitada para ensinar os meus alunos assim. O que aprendi ainda é o início de uma caminhada que preciso dominar para então poder usar com meus alunos. E é esse o meu único receio com meu estágio.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Reflexões das Atividades da EJA
Os educadores encontram inúmeros desafios mediante as práticas de escolarização popular. Além das dificuldades encontradas para ensinar, acredito que ainda um dos maiores desafios está em lidar com a motivação. Os adultos das camadas populares, que são a clientela da EJA, consideram a questão da educação irrelevante para sua sobrevivência frente a questões como habitação, saúde, emprego, alimentação e transportes. As questões relacionadas à educação também podem acarretar mais transtornos e também mais gastos em seu orçamento. Outro forte agravante da EJA é o desgaste físico e mental depois de um dia de trabalho, principalmente para aqueles que enfrentam condições precárias de transporte. Diante de tantas questões, a EJA necessita de profissionais para atender esta clientela e superar a demanda das inúmeras dificuldades para escolarização de adultos exigindo-se ainda bom desempenho. Porém alguns fatores contribuem para que jovens e adultos retornem a seus estudos, como mudar de vida, necessidade em acompanhar a aprendizagem de seus filhos (oportunidade que garantem que não tiveram), mudar de emprego ou ser promovido. Para Paulo Freire, o alfabetizando é o sujeito da construção de seu aprendizado, mas defendo que a prática do professor, o conhecimento de diferentes métodos, o conhecimento de seus alunos e principalmente a escolha por um determinado nível ou modalidade de ensino irão qualificar o trabalho e garantir a aprendizagem destes alunos.
Não conheci e nunca vivenciei a alfabetização de adultos em um sistema escolar e as informações do texto são mais como aquisição de um conhecimento. Portanto, não consegui fazer relações diretas com a minha prática.
Algumas mães e pais de alunos que eram analfabetos sempre conversavam na porta da sala sobre os recados ou suas dúvidas em relação a seus filhos. Porém quando os alunos recebiam recados em suas agendas, dependiam de seus familiares para ler e responder estes bilhetes. Aquelas mães e pais que eram analfabetos e não se interessaram ou não tiveram oportunidade de aprender a ler e escrever manifestavam interesse e passavam a ter necessidade desta aprendizagem com o objetivo de acompanhar seus filhos na escola e até poder ajudá-los.
Reflexões das Atividades de LIBRAS
A LIBRAS é uma língua natural, relacionada aos costumes e à cultura da comunidade surda brasileira. Acredito que a inclusão de alunos no ensino regular ainda não está de acordo com a necessidade dos que são incluídos. O mesmo acontece com os surdos. Os professores não conhecem a estruturação de sua aprendizagem e os atendem como alunos regulares, sendo que suas necessidades para uma aprendizagem significativa não estão sendo atendidas. Estes se utilizam de outros caminhos para se expressar, assim como para adquirir conceitos e conhecimentos. Para que esse ensino seja mais adequado, seria interessante que o profissional tivesse conhecimento de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
Uma de minhas maiores expectativas no curso do PEAD era com a interdisciplina de LIBRAS. Em minha prática,foram poucas oportunidades e momentos de convivência com pessoas surdas, mas que deixaram sempre a vontade de aprender a língua dos sinais. O pouco que aprendi acabei esquecendo pela falta de prática. Achei muito interessante a aula presencial de LIBRAS e também achei fácil aprender os sinais, mas considero uma interdisciplina que necessita de mais aulas presenciais, exigindo uma prática constante. Já tive oportunidade de aprender alguns sinais através de gravações em vídeo, mas considero difícil de perceber claramente todos os movimentos e acabam sendo facilmente esquecidos pela falta de prática e pela falta de oportunidade de usá-los em comunicação com outra(s) pessoa(s). Sinais que vi muitas vezes no vídeo não ficaram gravados como os da aula presencial, que também acredito que serão esquecidos se deixarem de serem usados.
Com a interdisciplina de LIBRAS, resolvi procurar mais informações e aprender a linguagem dos sinais, porém todas as escolas em que procurei só iniciarão suas atividades em março de 2010 ou possuem uma lista que está aguardando o número de alunos suficiente para formar uma turma. Se for possível gostaria de sugestões da professora Carolina Hessel.
A aula presencial foi extremamente motivadora para o inicio de uma nova aprendizagem, que possibilitará novas maneiras de se expressar e que, principalmente deixou uma vontade e necessidade de continuar aprendendo LIBRAS. Nesse sentido, deixo registrada a minha satisfação pela interdisciplina de libras, que esperei ansiosamente, mas também, a minha insatisfação pelo pouco tempo de aula presencial.
domingo, 22 de novembro de 2009
Mudando de Objetivos
Participei do 9º Fórum da Educação da ULBRA “Como será o amanhã à luz do novo ENEM” no dia 16 de novembro. Este assunto não está relacionado diretamente à área na qual eu atuo. Porém foi interessante aprender algumas questões sobre o ENEM e o posicionamento de alguns educadores. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o grupo de intérpretes de LIBRAS que estavam mediando o fórum. Reconheci pouquíssimos sinais e para isso me esforcei muito. A interdisciplina de LIBRAS tem apresentado um desafio em minha formação e também uma preocupação com a inclusão de alunos surdos nas escolas regulares. É muito importante aprender a história da Educação de Surdos, mas realmente o que considero primordial no ensino para surdos é que o professor saiba a língua de sinais. O Seminário de Surdez de que participei na Feira do Livro foi muito instrutivo, possibilitou inúmeras aprendizagens, mas também despertou mais ainda a vontade de aprender a língua dos sinais.
O vídeo trabalhado nas atividades ainda limita muito a aprendizagem na prática. Sinais que através do vídeo dificultaram seu reconhecimento são muito mais fáceis de serem aprendidos na prática com outras pessoas que já conhecem a língua e ainda possibilitam correções em sinais que podemos fazer erroneamente, ou até mesmo a aprendizagem de muitos outros sinais que podem ser aprendidos através de um único movimento.
domingo, 15 de novembro de 2009
SEMINÁRIOS SOBRE SURDEZ
Na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Armazém A no Espaço do Pensamento, pela 1ª vez foi programado um espaço para Libras. No seminário, foram apresentadas muitas pesquisas, observações, atividades, indicações de obras, citações de leis, relatos sobre algumas práticas docentes, linguagem dos sinais e uma infinidade de questões, provocações e problematizações para pessoas e alunos surdos. Muitas das questões abordadas no seminário são novidades para mim e contribuiram principalmente para entender e conhecer um pouco mais do universo dos surdos.O tema "Literatura Infantil: Música faz parte da Cultura Surda?" foi apresentado pela professora Carolina Hessel da interdisciplina de LIBRAS e por Claúdio Henrique Nunes Mourão com mediação de Adriana Sommacal. A professora Carolina fez a análise de livros infantis com personagens surdos "O Canto de Bento" e "A Família Sol, Lá, Si" da Coleção Ciranda Cultural. Um dos livros que adquiri na feira foi desta coleção e me chamou a atenção pelo fato de vir acompanhado por CD-ROM com jogos adaptados, livro falado e narração em libras. A análise foi muito interesse, pois me ensinou a perceber questões que são importantes e essenciais para valorizar a cultura surda ou o uso de lingua de sinais nos livros. A literatura para crianças surdas é muito restrita.
Sempre tive muita vontade de aprender LIBRAS, mas através das aulas da interdisciplina de libras e deste seminário, percebi a importância e a necessidade da aquisição da lingua dos sinais.