quarta-feira, 31 de março de 2010

Projeto Aprendendo e se Divertindo com a Páscoa

Trabalhamos com essa data comemorativa abrangendo diversas histórias de coelhos, que é o principal personagem desta festa para as crianças, explicando o sentido da Páscoa e seus principais símbolos. Neste Projeto Aprendendo e se Divertindo com a Páscoa, realizamos nosso primeiro passeio ao Sítio do Mato, realizando uma trilha em que as crianças procuravam ovos de chocolates escondidos em ninhos. Também realizamos várias atividades em torno das histórias, músicas, brincadeiras e jogos, através de diferentes e da utilização de materiais diversificados. Uma das atividades preferidas foi a receita da páscoa, feita inicialmente através do desenho e escrita dos ingredientes até chegar em sua elaboração. Depois de trabalhada a receita de diferentes formas em aula, cada criança levou uma receita para casa. Algumas crianças refizeram as receitas em suas casas juntamente com seus familiares e fizeram vários comentários em aula sobre esta experiência.

domingo, 28 de março de 2010

Minhas Turmas de 2010

Neste ano letivo de 2010, fiquei com duas turmas, manhã e tarde, do nível 4 na Sala Azul. Cada turma é composta por 20 alunos. Trabalho no mesmo nível com outras duas colegas, que são da sala vermelha. Nosso trabalho é realizado em conjunto, tendo em vista as considerações e os pressupostos teóricos da Proposta Pedagógica da escola e do Plano de Estudos. Escolhi fazer meu estágio com a turma da manhã. Trabalhamos com projetos que são combinados semanalmente.
Iniciamos trabalhando com o Projeto "Eu na Minha Escola" com o objetivo de receber e estabelecer trocas de convivência uns com os outros, professora e espaços da escola, de maneira natural e prazerosa aos alunos, proporcionando atividades diversificadas e explorando a capacidade e interesse das turmas.

sábado, 27 de março de 2010

EU como aluna do PEAD

Como aluna de um curso a distância, percebo que diminuiu muito o preconceito em relação a essa modalidade de ensino, que se apresenta como uma forma eficaz de aprendizagem e bem diferente daquela em que fui educada. Ao contrário do que sempre ouvi falar, é um curso que exige tanto ou mais do que o curso presencial. Aprendi a pesquisar mais e ter acesso a diferentes meios de informação que contribuem para minha formação. Nos tornamos autonomos por nossa própria aprendizagem.
O curso de EAD da UFRGS me possibilitou a realização de um sonho de muitos anos de uma maneira diferente do que sempre imaginei. Aprendi a mexer com uma ferramenta que ainda se apresenta como um desafio para mim, pois apesar de estar aprendendo de uma forma nova ainda não me sinto capacitada para ensinar os meus alunos assim. O que aprendi ainda é o início de uma caminhada que preciso dominar para então poder usar com meus alunos. E é esse o meu único receio com meu estágio.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Reflexões das Atividades da EJA

A interdisciplina da EJA foi totalmente novidade em minha formação e em minha prática. Todos os textos sobre a EJA (principalmente o Parecer CEB Nº 11/2000) foram importantes para conhecer e aprender sobre a EJA. Nunca trabalhei e nem estudei sobre a Educação de Jovens e Adultos, só tinha conhecimento pela LDB como sendo uma modalidade de ensino com funções e finalidades específicas, considerada como inclusão, já que são estudantes que, por diferentes motivos e principalmente dificuldades, não tiveram oportunidade de cursar ou concluir o Ensino Fundamental e Médio na idade própria. O Parecer CEB Nº 11/2000 define a EJA como uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções especificas. A formação docente para a EJA, assim como para qualquer nível ou modalidade de ensino, está disposta no artigo 22 da LDB, mas acredito que, pela complexidade e diversidade de sua clientela, precise de professores melhores capacitados para atender seus alunos evitando, novas reincidências de evasão. Os professores precisam, como para qualquer outro nível, estarem bem preparados. Não tenho experiência com EJA, mas minha prática mostra que quando trabalhamos com a mesma série durante anos seguidos, percebemos muitas diferenças entre as turmas. Como preciso estar preparada para garantir a escolarização com qualidade das séries em que trabalho (e que escolhi para trabalhar), também se exige um preparo dos professores da EJA.
Os educadores encontram inúmeros desafios mediante as práticas de escolarização popular. Além das dificuldades encontradas para ensinar, acredito que ainda um dos maiores desafios está em lidar com a motivação. Os adultos das camadas populares, que são a clientela da EJA, consideram a questão da educação irrelevante para sua sobrevivência frente a questões como habitação, saúde, emprego, alimentação e transportes. As questões relacionadas à educação também podem acarretar mais transtornos e também mais gastos em seu orçamento. Outro forte agravante da EJA é o desgaste físico e mental depois de um dia de trabalho, principalmente para aqueles que enfrentam condições precárias de transporte. Diante de tantas questões, a EJA necessita de profissionais para atender esta clientela e superar a demanda das inúmeras dificuldades para escolarização de adultos exigindo-se ainda bom desempenho. Porém alguns fatores contribuem para que jovens e adultos retornem a seus estudos, como mudar de vida, necessidade em acompanhar a aprendizagem de seus filhos (oportunidade que garantem que não tiveram), mudar de emprego ou ser promovido. Para Paulo Freire, o alfabetizando é o sujeito da construção de seu aprendizado, mas defendo que a prática do professor, o conhecimento de diferentes métodos, o conhecimento de seus alunos e principalmente a escolha por um determinado nível ou modalidade de ensino irão qualificar o trabalho e garantir a aprendizagem destes alunos.
Não conheci e nunca vivenciei a alfabetização de adultos em um sistema escolar e as informações do texto são mais como aquisição de um conhecimento. Portanto, não consegui fazer relações diretas com a minha prática.
Algumas mães e pais de alunos que eram analfabetos sempre conversavam na porta da sala sobre os recados ou suas dúvidas em relação a seus filhos. Porém quando os alunos recebiam recados em suas agendas, dependiam de seus familiares para ler e responder estes bilhetes. Aquelas mães e pais que eram analfabetos e não se interessaram ou não tiveram oportunidade de aprender a ler e escrever manifestavam interesse e passavam a ter necessidade desta aprendizagem com o objetivo de acompanhar seus filhos na escola e até poder ajudá-los.

Reflexões das Atividades de LIBRAS

A LIBRAS é uma língua natural, relacionada aos costumes e à cultura da comunidade surda brasileira. Acredito que a inclusão de alunos no ensino regular ainda não está de acordo com a necessidade dos que são incluídos. O mesmo acontece com os surdos. Os professores não conhecem a estruturação de sua aprendizagem e os atendem como alunos regulares, sendo que suas necessidades para uma aprendizagem significativa não estão sendo atendidas. Estes se utilizam de outros caminhos para se expressar, assim como para adquirir conceitos e conhecimentos. Para que esse ensino seja mais adequado, seria interessante que o profissional tivesse conhecimento de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).

Uma de minhas maiores expectativas no curso do PEAD era com a interdisciplina de LIBRAS. Em minha prática,foram poucas oportunidades e momentos de convivência com pessoas surdas, mas que deixaram sempre a vontade de aprender a língua dos sinais. O pouco que aprendi acabei esquecendo pela falta de prática. Achei muito interessante a aula presencial de LIBRAS e também achei fácil aprender os sinais, mas considero uma interdisciplina que necessita de mais aulas presenciais, exigindo uma prática constante. Já tive oportunidade de aprender alguns sinais através de gravações em vídeo, mas considero difícil de perceber claramente todos os movimentos e acabam sendo facilmente esquecidos pela falta de prática e pela falta de oportunidade de usá-los em comunicação com outra(s) pessoa(s). Sinais que vi muitas vezes no vídeo não ficaram gravados como os da aula presencial, que também acredito que serão esquecidos se deixarem de serem usados.

Com a interdisciplina de LIBRAS, resolvi procurar mais informações e aprender a linguagem dos sinais, porém todas as escolas em que procurei só iniciarão suas atividades em março de 2010 ou possuem uma lista que está aguardando o número de alunos suficiente para formar uma turma. Se for possível gostaria de sugestões da professora Carolina Hessel.

A aula presencial foi extremamente motivadora para o inicio de uma nova aprendizagem, que possibilitará novas maneiras de se expressar e que, principalmente deixou uma vontade e necessidade de continuar aprendendo LIBRAS. Nesse sentido, deixo registrada a minha satisfação pela interdisciplina de libras, que esperei ansiosamente, mas também, a minha insatisfação pelo pouco tempo de aula presencial.

domingo, 22 de novembro de 2009

Mudando de Objetivos

Participei do 9º Fórum da Educação da ULBRA “Como será o amanhã à luz do novo ENEM” no dia 16 de novembro. Este assunto não está relacionado diretamente à área na qual eu atuo. Porém foi interessante aprender algumas questões sobre o ENEM e o posicionamento de alguns educadores. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o grupo de intérpretes de LIBRAS que estavam mediando o fórum. Reconheci pouquíssimos sinais e para isso me esforcei muito. A interdisciplina de LIBRAS tem apresentado um desafio em minha formação e também uma preocupação com a inclusão de alunos surdos nas escolas regulares. É muito importante aprender a história da Educação de Surdos, mas realmente o que considero primordial no ensino para surdos é que o professor saiba a língua de sinais. O Seminário de Surdez de que participei na Feira do Livro foi muito instrutivo, possibilitou inúmeras aprendizagens, mas também despertou mais ainda a vontade de aprender a língua dos sinais.

O vídeo trabalhado nas atividades ainda limita muito a aprendizagem na prática. Sinais que através do vídeo dificultaram seu reconhecimento são muito mais fáceis de serem aprendidos na prática com outras pessoas que já conhecem a língua e ainda possibilitam correções em sinais que podemos fazer erroneamente, ou até mesmo a aprendizagem de muitos outros sinais que podem ser aprendidos através de um único movimento.

domingo, 15 de novembro de 2009

SEMINÁRIOS SOBRE SURDEZ

Na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Armazém A no Espaço do Pensamento, pela 1ª vez foi programado um espaço para Libras. No seminário, foram apresentadas muitas pesquisas, observações, atividades, indicações de obras, citações de leis, relatos sobre algumas práticas docentes, linguagem dos sinais e uma infinidade de questões, provocações e problematizações para pessoas e alunos surdos. Muitas das questões abordadas no seminário são novidades para mim e contribuiram principalmente para entender e conhecer um pouco mais do universo dos surdos.
O tema "Literatura Infantil: Música faz parte da Cultura Surda?" foi apresentado pela professora Carolina Hessel da interdisciplina de LIBRAS e por Claúdio Henrique Nunes Mourão com mediação de Adriana Sommacal. A professora Carolina fez a análise de livros infantis com personagens surdos "O Canto de Bento" e "A Família Sol, Lá, Si" da Coleção Ciranda Cultural. Um dos livros que adquiri na feira foi desta coleção e me chamou a atenção pelo fato de vir acompanhado por CD-ROM com jogos adaptados, livro falado e narração em libras. A análise foi muito interesse, pois me ensinou a perceber questões que são importantes e essenciais para valorizar a cultura surda ou o uso de lingua de sinais nos livros. A literatura para crianças surdas é muito restrita.
Sempre tive muita vontade de aprender LIBRAS, mas através das aulas da interdisciplina de libras e deste seminário, percebi a importância e a necessidade da aquisição da lingua dos sinais.